A chegada da NFL ao Brasil, pelo segundo ano consecutivo, marca mais do que um evento esportivo. É uma vitrine estratégica para marcas globais e locais se conectarem com o público brasileiro de forma imersiva, cultural e duradoura. Com o duelo entre Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers na Neo Química Arena, no dia 5 de setembro de 2025, a liga não apenas marca território, mas finca raízes.
A NFL Está Jogando no Campo do Marketing
Um show de marcas em campo
Com 16 marcas parceiras, o jogo é um verdadeiro Super Bowl de ativações. A XP lidera o line-up como patrocinadora master da partida. Mas a força do evento está na mistura entre grandes nomes globais e marcas locais que entenderam o potencial de impacto da NFL no Brasil.
Patrocinadores locais:
XP
Fit
Jack Daniels
Old Spice
Perdigão
Pizza Hut
Ram
Snickers (Mars)
Patrocinadores globais:
Accenture
Adobe
Amazon Web Services (AWS)
Budweiser
FedEx
NetApp
Marriott Bonvoy
Visa
Essas marcas não estão apenas comprando espaço publicitário. Elas estão investindo em relevância cultural, criando experiências e gerando conversas com um público apaixonado e em crescimento.
O Brasil na Rota Permanente da NFL
Ações estruturais e visão de longo prazo
Durante o NFL Media Summit, o executivo Luis Martinez, general manager da liga no Brasil, deixou claro: a NFL quer construir uma presença constante e significativa no país. Isso inclui:
Produção de conteúdo local
Campanhas culturais adaptadas ao Brasil
Fomento à prática do “flag football” feminino
Investimento em projetos sociais com a NFL Foundation
Aproximação com times como o Dolphins via programas de marketing global
Essas iniciativas sinalizam que o Brasil não é mais apenas um “mercado teste”, mas sim uma aposta estratégica de longo prazo para a liga.
Ativações: cultura, arte e experiência em todos os cantos
Uma semana de experiências antes do kickoff
A semana do jogo se transformou em um festival urbano de experiências de marca, com ações que vão muito além do estádio:
Destaques:
Chiefs House (4 e 5 de setembro): ativação da Effect Sport com experiências para fãs.
Watch Party no Rio de Janeiro: democratizando o acesso ao jogo em outras cidades.
Murais artísticos: obras de Kobra, Crica Monteiro e Leandro Nascimento espalhadas por São Paulo.
NFL Run (8 de setembro): corrida oficial no Parque Villa-Lobos.
Bola inflável gigante na Av. Paulista
Projeção especial no prédio da prefeitura
Parceria com a Turma da Mônica (novamente)
Essa mistura de arte urbana, esporte, entretenimento e infância ajuda a popularizar a NFL no imaginário brasileiro.
Licenciamento e varejo: Bob Esponja e touchdowns
Em uma jogada ousada e divertida, a NFL fez parceria com a Paramount para lançar uma linha licenciada do Bob Esponja com camisetas e moletons dos times. Os produtos são vendidos nas lojas oficiais da liga e na Riachuelo, ampliando o apelo da NFL entre jovens e fãs da cultura pop.
Aprendizados do case
1. Cultura é moeda
A NFL entendeu que para ser relevante no Brasil, precisa falar a língua da cultura local — isso vale para qualquer marca global.
2. Eventos são só o começo
O jogo é o ponto de contato inicial. O que realmente importa são os encantamentos antes e depois.
3. Licenciamento e collabs ampliam o alcance
De Turma da Mônica a Bob Esponja, a liga cria pontes culturais e emocionais com o consumidor.
4. A experiência vale mais que a exposição
Não basta estampar logo. O público busca vivências e histórias compartilháveis.
5. Ativação descentralizada funciona
Com ações no Rio, projeções em SP e produtos no varejo, a NFL criou uma presença onipresente, mesmo para quem não vai ao estádio.
A NFL está fazendo mais do que touchdown no Brasil
O que vemos não é apenas a expansão de um campeonato esportivo. É a consolidação de uma nova forma de fazer marketing esportivo no Brasil, com marcas que entenderam que o jogo não acontece só no campo, mas no coração do consumidor.
Esse segundo jogo da NFL é um divisor de águas. E para quem trabalha com branding, ativação, conteúdo ou patrocínio, vale assistir de camarote — e aprender com cada jogada.