Nesta quinta-feira, eu noticiei na Fast Company Brasil, a criação da Player 1 Gaming Group, startup de games e e-sports que passa a ser investida pela Globo Ventures, uma espécie de venture capital do Grupo Globo. Muito além de ter ficado feliz pela notícia de um tema que me apaixona, relembrei o quanto minha relação com os e-sports também deriva da trajetória que o tema tomou dentro da Globo.

Em 2017, quando a emissora começava a desenhar sua estratégia para os jogos eletrônicos e as arenas cheias de fãs de League of Legendas ganhavam a mídia, eu também começava a direcionar meu olhar para o tema. Um ano antes, em 2016, fiz minha primeira matéria sobre o assunto, explicando por que o ex-jogador Ronaldo estava investindo em um time de e-sports.

Naquele ano, a receita da indústria foi de US$ 36 bilhões, já em 2020, ela chegou a US$ 159,3 bilhões. O segmento de e-sports, respondia, há cinco anos, por US$ 696 milhões, hoje, chega a US$ 1 bilhão. A chegada de mais um player para esse mercado, que está só começando em termos profissionais, é muito boa. Os números já compravam que não é mais sobre o volume de dinheiro, as marcas investindo cada vez mais nos games reforçam que não é mais sobre o nicho. O desafio agora, no entanto, é evoluir com qualidade, deixar de lado o marketing pelo marketing, dar as mãos e construir um ecossistema saudável, não falta trabalho e nem oportunidades.

Assim que estivermos todos vacinados e voltarmos a sentir o gostinho das arenas e eventos de cultura pop, todo esse universo que eu menciono aqui acima tem tudo para gerar ainda mais negócios, oportunidades e, sobretudo, experiência para os fãs.

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